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Holambra chega aos 31 otimista com novas perspectivas de desenvolvimento



A exemplo das famosas bicicletas que movem Amsterdã, a roda de Holambra segue girando e avançando pela força do trabalho



Em Amsterdã (Países Baixos), cerca de 80% da população locomove-se de bicicleta. Um meio de transporte que reflete a responsabilidade ambiental, seguro e que proporciona um momento de relaxamento enquanto dirige o morador de um local ao outro. Mas o que de fato assemelha esse hábito tipicamente holandês e Holambra, que preserva de forma mais tímida essa cultura, é o constante movimento. A cada pedalada é possível avançar mais um pouco mais. Assim como avança o município do interior de São Paulo e integrante da Região Metropolitana de Campinas a cada novo ano. Ao longo de seus 31 anos de emancipação, recebendo o destaque de figurar entre os melhores índices de qualidade de vida e de segurança do Brasil, Holambra não para.


Conhecida em todo o país por ser a Capital Nacional das Flores, sua força vai muito além do título. De acordo com a Associação Comercial e Empresarial de Holambra (ACE), o atual cenário econômico de novos negócios está concentrado no ramo gastronômico e, mesmo com resquícios da pandemia enfrentada, o comércio não estagnou. “Do início da pandemia até agora, houve crescimento aproximado de 20% no número de empresas associadas, o que reflete uma expansão do próprio cenário econômico, além do trabalho da entidade para fomentar o associativismo”, explicou o presidente da Associação, Ronaldo Graat. Ao todo, são 302 empresas que integram a ACE, sendo mais de 40% do ramo de serviços.


A economia é fator essencial para a manutenção de qualquer município e atua junto a outras frentes, como Meio Ambiente, Esportes e a Educação, por exemplo, que em 2017 celebrou a inauguração da primeira instituição de ensino superior da cidade, a Faculdade de Agronegócios de Holambra (FAAGROH), que trouxe aos moradores a possibilidade de cursar uma graduação em sua cidade. “Enxergo que esse crescimento da educação agrega para a cidade e principalmente para os jovens. Tenho amigos que ainda estão no colegial, terminando, e outros que já se formaram. E alguns que entraram na FAAGROH. Então isso vai transformar a cidade. É uma cidade turística, então vai ter uma visão de cidade acadêmica também”, avalia Fernando Lopes de Andrade Filho, morador de Holambra e estudante de Engenharia Agronômica. Para o estudante, que durante o seu período de alfabetização frequentou escolas de variadas cidades devido aos pais, uma comparação com a educação de Holambra revela que é perceptível uma diferença, sendo notável que é um município que investe no setor.


As construções, os comércios, a exemplo da economia e de outros aspectos da rotina local, evoluíram ao longo dos anos. Empreendimentos imobiliários marcam presença no crescimento de Holambra. E cada vez mais chegam projetos inovadores, alinhados com o que o mercado tem de mais atual. É o caso do Boulevard Holambra, um grande empreendimento que irá se somar à cada vez mais forte rede hoteleira da cidade para atrair turistas.

A Prefeitura Municipal de Holambra, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, acompanha de perto a expansão demográfica e a vinda dos empreendimentos imobiliários que se tornou um setor forte na cidade, gerando preocupações aos moradores que dão prioridade às áreas de conservação do município. “Holambra é parte de uma região metropolitana e uma cidade exemplo do ponto de vista de qualidade de vida. Feito de forma organizada, o crescimento traz coisas boas. Traz desenvolvimento, traz oportunidade, traz novos empreendimentos e investimentos. Mas é preciso que ele aconteça ordenadamente, com cuidado, com estruturação”, pontua o diretor da pasta, Reinaldo Eid Pavão, que reforça que esse é o compromisso da atual gestão.

De acordo com ele, o setor econômico registra dados atraentes nos últimos anos. A Secretaria registrou aumento de 17,9% na arrecadação em relação a 2019, o que sinaliza um superávit anual acima da média nacional. Essa evolução é vista a olhos nus se observado o desenvolvimento e a construção de empreendimentos inéditos no munícipio, o caso de parques de exposição e de negócios não ligados a produção de flores: os hotéis, bares, restaurantes, que contribuíram para o índice de 5,3 mil admissões formais no primeiro semestre de 2022, número menor que o de demissões no mesmo período e que coloca o município entre os com melhores índices de emprego na região. “Holambra, apesar de nova, é uma cidade reconhecida pelo perfil de trabalho e de cooperativismo. Com uma história marcada pela resiliência e pela capacidade de superar as adversidades”, fala Pavão.


Empresários apostam num novo segmento


Um dos mais recentes segmentos explorados na cidade e que surge como grande aposta da economia local são os parques de lazer, que serão mais uma forma de atrair turistas e ofertar atividades. “Como membro integrante da Comissão Organizadora de Expoflora desde 1989 e atuando principalmente na área do Passeio Turístico, observei que a demanda por este tipo de atração excedia o período da Expoflora. Foi daí que, analisando as oportunidades e juntando as experiências, decidi investir na construção de um parque”, conta o empresário Paulo Fernandes, que prevê a inauguração do seu negócio em meados do primeiro semestre de 2023.


Na visão de Fernandes, esse formato de negócio vai além de uma atração turística, mas que irá fomentar todo o ecossistema empresarial de Holambra. ‘’Gerar novos negócios na área do turismo, novos empregos e retorno dos investimentos”, pontua.


O Bloemen Park, do Grupo Esperança, foi o primeiro desse novo segmento a ser aberto na cidade. O empreendimento conta com uma grande infra estrutura e inúmeros jardins temáticos projetados ao longo de uma área de mais de 160 mil metros quadrados.

Nathália Ferreira

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